O Aeroclube de Marília afirmou nesta quinta-feira (12), em nota à imprensa, que o parcelamento dos honorários periciais no processo de reintegração de posse movido pela concessionária Rede Voa S/A “não impede nem adia obras no aeroporto”.
A manifestação ocorre após decisão do juiz da 3ª Vara Cível de Marília, Luis Cesar Bertoncini, que autorizou o pagamento parcelado da perícia solicitada pela entidade como prova de defesa na ação judicial.
Na nota, o Aeroclube sustenta que “a decisão judicial trata apenas do processo de despejo, não tendo qualquer relação com investimentos ou expansão do aeroporto”. A entidade acrescenta que “é falsa a afirmação de que o parcelamento dos honorários periciais ‘adiaria obras’ no Aeroporto de Marília.”
O Marília Notícia informou que a decisão poderia representar risco de adiamento das obras de ampliação do terminal de passageiros. A apuração indicava que não seria do interesse da concessionária utilizar outra área do sítio aeroportuário que não a atualmente ocupada pelo aeroclube. A ampliação já foi anunciada pela empresa e envolveria as dependências da entidade.
Ainda segundo o comunicado da entidade, o aeroporto possui “internamente uma área livre, desocupada e plenamente disponível, de aproximadamente sete hectares”, onde desde 1990 existe projeto para construção e ampliação de um novo terminal de passageiros. O projeto foi aprovado no ano 2000, mas ainda não executado.
De acordo com o Aeroclube, o terreno, com cerca de 70 mil metros quadrados, é independente da área atualmente ocupada pela escola de aviação, não havendo “qualquer impedimento técnico, jurídico ou físico para a execução de obras aeroportuárias.”
Sem acordo
A entidade afirma ainda que “nunca houve acordo formal entre Aeroclube, Prefeitura e concessionária” e que a reunião realizada entre as partes não resultou em entendimento sobre os processos judiciais em curso. Conforme a nota, após a cobrança de R$ 64 mil mensais pela permanência no aeroporto, a concessionária ingressou com ação de despejo, que segue em tramitação.
O Aeroclube se define como escola voluntária, sem fins lucrativos, integrante da política pública de ensino aeronáutico desde 1940. A instituição afirma que, há mais de 20 anos, deixou de receber recursos federais para manutenção do ensino gratuito e passou a funcionar com trabalho voluntário, doações e contrapartida dos alunos.
No comunicado, declara ainda que “não existe conflito entre desenvolvimento aeroportuário e a permanência do Aeroclube” e reafirma compromisso com “a transparência, com o diálogo institucional e com o esclarecimento responsável da sociedade”. A ação de reintegração de posse segue em andamento na Justiça estadual.
Adesão ao programa pode ser feita pela internet ou presencialmente no Ganha Tempo.
Competição realizada em Jacareí reuniu atletas de diversas categorias e antecede os Jogos Regionais.
Inscrições seguem abertas para crianças, jovens, adultos e idosos em diferentes modalidades esportivas.
Artista visual Levi Ciobotariu apresenta a exposição 'Traços e Pontos de Vista' (Foto: Divulgação) A…
Prefeitura alerta que falta de acesso às residências dificulta o combate à dengue, zika e…
A Prefeitura de Tupã realiza nesta quarta-feira (8), às 19h, a tradicional solenidade em homenagem…
This website uses cookies.