Polícia

Adolescente que matou menino em Lácio reproduziu ato praticado pelo pai

Lorenzo foi assassinado na noite de domingo, no distrito de Lácio (Foto: Redes sociais)

O distrito de Lácio, em Marília, foi palco de um crime chocante, quando uma adolescente de 14 anos confessou ter tirado a vida do pequeno Lorenzo Febrônio Nunes, de apenas cinco anos. O ato brutal trouxe à tona não apenas a crueldade do acontecimento, mas também revelou um histórico problemático da jovem, que pode ter reproduzido um comportamento do próprio pai.

O crime praticado pela adolescente ecoa de maneira assustadoramente similar ao de seu genitor, que em 2015 foi denunciado por tentativa de homicídio. Na ocasião, ele teria agredido um homem com pedradas na cabeça, deixando a vítima em coma induzido por 18 dias.

Segundo apurado pelo Marília Notícia, após um desentendimento, o pai da adolescente e o seu tio, atiraram pedras em um homem, até que a vítima caísse no chão. A denúncia do Ministério Público indicou que a dupla continuou com as agressões mesmo com o homem caído e sem defesa.

A vítima só não teria morrido pela intervenção de outras pessoas e pelo rápido socorro médico. Eles foram presos e posteriormente condenados, em regime aberto, por lesão corporal gravíssima.

O genitor da menor estaria envolvido também em diversos outros processos criminais, os quais a reportagem não teve acesso.

A trágica coincidência entre os atos cometidos pela adolescente e seu pai levanta questões sobre o impacto do ambiente familiar na formação do comportamento violento.

TRANSTORNO DE CONDUTA

Sob condição de anonimato, um psiquiatra ouvido pelo Marília Notícia afirmou que ainda é cedo para fechar o diagnóstico de que a adolescente seria uma possível psicopata. Ele explicou que esse tipo de conclusão só é feita quando a pessoa tem acima de 18 anos, pois a personalidade estaria totalmente formada após essa idade.

“No caso dela chamaríamos de transtorno de conduta. O fator ambiental é bem importante para a formação do caráter e da personalidade. Sabemos que existe um componente genético importante, associado a um ambiente hostil, violento e tóxico. Com certeza se trata de um transtorno de conduta, mas eu não colocaria o psicopata pela idade”, afirma o psiquiatra.

Ele explicou que o transtorno de conduta consiste em um padrão repetitivo de conduta antissocial, marcado por brigas excessivas, crueldade com animais ou pessoas, destruição de propriedades, incêndios, furtos, mentiras ou ataques de birra excessivos. Além disso, existem agressividade e comportamento desafiador.

“A hereditariedade e o ambiente provavelmente influenciam o desenvolvimento de um transtorno de conduta. A criança geralmente tem pais com um distúrbio da saúde mental, como abuso de substâncias, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, transtorno do humor, esquizofrenia ou transtorno de personalidade antissocial. No entanto, as crianças afetadas podem vir de famílias saudáveis que funcionam bem”, finaliza o profissional ouvido pelo MN.

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Alcyr Netto

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