Polícia

Adolescente denuncia assédio sexual dentro de paróquia de Marília

A Polícia Civil de Marília e a Diocese – em âmbitos específicos – apuram uma denúncia de assédio sexual que tem como suspeito um homem de 46 anos, membro de um grupo pastoral. A vítima é uma adolescente de 15 anos. O fato teria ocorrido durante uma reunião na noite desta quinta-feira (10), na zona norte da cidade.

O suspeito – que não exerce sacerdócio – teria se aproveitado do momento em que a menor transitava pelas instalações internas da paróquia, onde cumpria uma tarefa para o grupo do qual participa. O homem teria abordado a menina, a beijado à força e tocado seu corpo de maneira libidinosa.

A reportagem do Marília Notícia apurou que a menina saiu correndo e ligou para a mãe. A mulher esteve na paróquia para resgatar a filha e se encaminhou com a menor para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde formalizou uma denúncia.

Depois do episódio, a menina disse à família que havia percebido “comportamento suspeito”, que pensou ser postura “pegajosa” em oportunidades anteriores, mas não imaginava que pudesse ser atacada pelo colega de grupo da igreja.

Fontes ouvidas pelo MN relataram que as reuniões com líderes e membros do ministério – adultos e adolescentes – para promover ações sociais, eventos e atividades de evangelização acontecem com frequência, sem incidentes.

“São pessoas conhecidas, de confiança das famílias. A maioria mora perto, já se conhece também de outros ambientes. Ninguém espera que possa haver algum tipo de perigo”, comentou um dos fiéis que prefere não se identificar.

OUTRO LADO

Em nota, a Diocese de Marília repudiou o crime. Leia o documento na íntegra:

“Perante o suposto crime consumado de violação sexual mediante fraude (artigo 215 do Código Penal Brasileiro), ocorrido nas dependências da Paróquia São Sebastião, em Marília, na noite da última quinta-feira, dia 10, tendo como autor um frequentador da Igreja Matriz e, como vítima uma menor, a Diocese de Marília manifesta sua consternação com o fato e informa que está à disposição da polícia para ajudar nas investigações. Deste modo, evidenciamos que a Diocese de Marília não compactua com comportamentos que ferem a dignidade humana e, com toda a sociedade civil, espera a resolução da ocorrência. Fiel ao Evangelho de Cristo, a Igreja Católica, por meio do bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, e padre Claudinei de Almeida Lima, administrador paroquial de São Sebastião, se colocou ao lado da vítima e de seus familiares em atitude de assistência aos prejudicados e também de colaboração com as autoridades públicas para o esclarecimento dos fatos.”

Carlos Rodrigues

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