Em Marília, a adesão à greve nacional dos Correios está em cerca de 75% dos 127 funcionários, segundo o sindicato que representa os trabalhadores. O movimento já dura mais de uma semana.
Marília conta com 108 carteiros e 19 trabalhadores que atuam no atendimento ao público e serviços administrativos.
O salário médio na empresa é de R$ 1,7 mil, mas segundo os sindicalistas o valor líquido da maioria dos trabalhadores – carteiros – é de apenas um salário mínimo.
Vinícius Marion de Oliveira é secretário-geral, na região, do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintec). Ele conta que a queda de braço é para não ficar sem um acordo coletivo.
Atualmente, o principal benefício é o auxílio-alimentação de R$ 1,2 mil. “A empresa não fez proposta. Simplesmente comunicou que vai tirar R$ 200 do vale e só vai pagar os R$ 1 mil se houver dinheiro em caixa. Eles fazem provisionamentos bilionários para dizer que não tem lucro e penalizam o trabalhador”, disse.
Os empregados pedem o cumprimento do acordo coletivo de 2019, que deveria ter duração de dois anos, de acordo com decisão de outubro de 2019 do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O problema, para os tralhadores, é que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, concedeu liminar à Empresa suspendendo cláusulas do documento. E na última sexta-feira (21), o plenário manteve a posição.
“Isso aumentou ainda mais a adesão. A categoria está muito insatisfeita, porque já estamos tendo que pagar o rombo do Postalis (fundo de pensão) por culpa da corrupção, agora vamos perder benefícios. Nós somos os mais penalizados e agora estamos sendo alvo dessa campanha de desmonte, para a privatização”, disse Vinícius.
Outro lado
Ao Marília Notícia, a assessoria de imprensa da empresa informou que “dada a sensibilidade do assunto, os Correios não divulgam tais dados estratificados ou segmentados”, quanto à adesão.
Informou ainda que os índices de qualidade estão sendo monitorados e a empresa está atuando para reforçar o fluxo de entregas. Neste fim de semana foi realizado “mutirão de triagem e entregas, de forma a manter a qualidade operacional e minimizar o impacto aos clientes”.
Os Correios orientaram que os clientes usem o sistema de consulta para rastreamento, onde é possível verificar a situação das encomendas.
“Em caso de dúvidas, o remetente pode registrar uma manifestação nos canais oficiais de atendimento, preferencialmente pela internet, no site dos Correios”.
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