Polícia

Acusados de refino e distribuição de cocaína em Marília são condenados

Ação da PM deu duro golpe no tráfico em Marília (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em sentença da 2ª Vara Criminal de Marília, condenou a penas que variam de 13 a 20 anos de prisão cinco homens acusados de fazer parte de uma quadrilha que refinava e traficava cocaína na cidade. Flagrante aconteceu em janeiro deste ano, em uma área de lazer da zona norte.

Renan Gomes de Carvalho teve a pena mais alta; 20 anos de reclusão. Márcio Vinícius Thomas de Paula e Kevin William Oliveira da Silva foram sentenciados a 13 anos. Já Ítalo Henrique Marques Ravati de Lima e
Gustavo Isaac Pereira dos Santos foram condenados a cumprir 15 anos de cadeia.

Eles foram detidos em flagrante na rua Sylvia Marina Cavalcante, em uma área de lazer que, segundo as investigações, teria sido destinada para fins do crime.

Drogas apreendidas pela PM em Marília (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Eles alegaram, nas defesas, que estavam presentes na área de lazer para um churrasco e que as drogas teriam sido “plantadas” pelos policiais. No entanto, a sentença considerou que as provas são robustas para a condenação.

Na época, a polícia informou terem sido apreendidos cerca de 21 quilos de cocaína e crack, uma infinidade de pinos plásticos, mais de R$ 23 mil em dinheiro, um revólver e um carro.

Sete aparelhos celulares foram apreendidos, nos quais mensagens indicaram que os homens atuavam em rede para monitorar a presença de policiais em diferentes regiões da cidade, o que evidenciou o tamanho da empreitada criminosa.

“Vt rondando maracá”, “Eles estão parado” e “Como está ZS pra baixo do marega?” e “E as rocan alguém sabe família” foram algumas das mensagens que constam na sentença.

PRISÕES MANTIDAS

Grande volume de fermento em pó indicou funcionamento de ‘refinaria’ (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

A decisão judicial ressaltou a gravidade dos crimes e a reincidência dos réus. A sentença inclui a condenação em regime fechado para todos os acusados, considerado o impacto das ações.

O dinheiro apreendido será destinado ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Os réus ainda podem recorrer da decisão.

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Carlos Rodrigues

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