(Foto: Arquivo Pessoal)
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu na tarde desta terça-feira (10) um homem de 44 anos acusado de matar uma transexual em Marília.
O corpo foi encontrado na manhã de hoje em uma propriedade rural próximo da Rodovia Rachid Rayes (SP-333). A vítima era uma transexual que usaria o nome social de Marcelle Brandina. O nome de registro é Rafael Felipe Aparecido Moreira, que tinha 23 anos, segundo boletim de ocorrência.
Segundo o delegado da DIG, Valdir Tramontini, as investigações iniciaram logo após o encontro do corpo e em contato com amigos e familiares da vítima foi possível identificar os locais em que ela teria estado nesta segunda-feira (9).
“Nós acabamos apurando que ela [Marcelle] teria estado por volta de 16h em um motel em Vera Cruz. E identificamos a pessoa que esteve com ela ontem à tarde. É um homem de 44 anos que mora em uma cidade vizinha”, disse o delegado.
O homem foi localizado pelos investigadores no meio do mato com uma corda no momento em que tentava suicídio.
“Ele alega que manteve esse relacionamento com o Rafael, conhecido como Marcelle, e disse que a vítima teria passado a extorqui-lo ameaçando revelar o caso. Ele afirmou que perdeu a cabeça, aplicou um mata-leão na vítima, colocou o corpo no carro, saiu do motel e abandonou Marcelle no local que foi encontrada nesta terça”, explicou Tramontini.
Os fatos teriam acontecido no final da tarde de ontem e no período da noite, o acusado voltou ao motel com um mototaxista para pegar o automóvel da vítima que foi abandonado em frente ao Samu.
Apesar das primeiras informações narrarem que o corpo tinha um sinal de tiro nas costas, o delegado afirmou ao Marília Notícia que não teria visto a perfuração e que o assassino afirmou que matou a travesti por asfixia. O laudo necroscópico vai confirmar a causa da morte.
O delegado pediu a prisão temporária do homem à Justiça e se o pedido for acolhido ele será encaminhado à Cadeia de São Pedro do Turvo.
Entenda
Um homem foi apanhar mangas e encontrou o corpo de Marcelle. Ele acionou a polícia, que passou a investigar o caso. Uma outra pessoa localizou um celular desligado nas proximidades do local.
Segundo o apurado pelo MN, a transexual era de Tupã e teria ido fazer um programa e foi morta. Ela teria desaparecido após passagem por um motel.
A família foi chamada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Tupã (distante 75 quilômetros de Marília).
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