Suéllen Rosim, prefeita de Bauru, foi chamada de ‘negacionista’ e ‘vassala’ pelo governador do Estado (Foto: Redes Sociais/Arquivo Pessoal)
Acusada pelo governador João Doria (PSDB) de ter atitude ‘negacionista’ em relação à pandemia e de fazer ato de ‘vassalagem’ ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (Patriotas), usou as redes sociais para reagir.
Indiretamente ela também deve dar uma ‘resposta administrativa’, em um movimento político que está sendo encabeçado pela Câmara Municipal da cidade vizinha.
Nesta quarta-feira (3) o Legislativo de Bauru deve seguir Marília, que reabriu o comércio após lei municipal aprovada pelos vereadores, ampliando as atividades econômicas classificadas como essenciais.
Em sua comunicação direta com a população pela internet, Suéllen gravou um vídeo para rebater o chefe do Executivo paulista e cobrar investimentos na Saúde.
De mãos atadas, ela antecipou que pretende sancionar o projeto de lei municipal para reabertura, caso a Câmara aprove a medida.
“Eu nunca neguei Covid e o momento que a gente está vivendo. Eu apenas, depois de um ano de pandemia, achei justo discutir o assunto com o nosso comércio local que, hoje, Bauru depende do comércio local e de serviços”, declarou a prefeita.
Suéllen cobrou atenção com a Saúde. “O que nós precisamos, governador, não é de ‘abre e fecha’. O que nós precisamos é que nosso sistema de saúde melhore. Bauru tem esse problema há muito tempo. Há muito tempo o Estado é cobrado por mais vagas de internação”, disse.
A prefeita esteve em Brasília no dia 27 de janeiro; Suéllen postou foto com Bolsonaro e também com ministros (Foto: Redes Sociais/Arquivo Pessoal)
Vassalagem
A crítica de João Doria faz referência a visita de Suéllen Rosim, registrada em sua rede social, ao presidente Jair Bolsonaro no dia 27 de janeiro.
A prefeita também postou fotos no mesmo dia com a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves; com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e com representantes do Ministério da Saúde.
Em cada encontro ela levou demandas específicas, como obras para conter inundações da avenida Nações Unidas, queixa de malha ferroviária deteriorada e pedido de apoio para abertura do Hospital das Clínicas de Bauru.
“Não sou vassala, que significa ‘aquela que obedece e segue ordens’. Eu vou onde for necessário para ter verbas para o meu município. Estive em São Paulo, assim como estive em Brasília e fui recebida pelo presidente da República. Se precisar ir pra lua atrás de verbas, eu vou”, disparou a prefeita, que pediu respeito.
Prefeita esteve com ministro bauruense Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia (Foto: Redes Sociais/Arquivo Pessoal)
Mortes
No domingo o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, usou sua conta em uma rede social para pressionar a prefeita a cumprir o Plano São Paulo, abandonado por Bauru por uma semana e retomado por força de decisão judicial.
“Enquanto a prefeita de Bauru segue em carreata contra os preceitos da Saúde, a cidade fecha o mês de janeiro com recorde em número de casos de Covid-19. São 4642 casos e 55 mortes, colocando a região na mais grave do Estado, em termos de ocupação de leitos”, apontou.
A jornalista que administra a cidade respondeu. Ela negou envolvimento no ato – embora o apoie – e cobrou o membro do governo estadual pela ativação de leitos na cidade.
(Imagem: Redes Sociais/Arquivo Pessoal)
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