Regional

Acionista da Jacto confirma que bancou manifestantes em ato

“Olha isso, eu achei que era brincadeira, meu. Uma camiseta para cada um, mais o ônibus, mais R$ 100 para alimentação. Esse é o nosso Grupo Jacto de Pompeia”, afirma um manifestante bolsonarista em vídeo que circula pela internet.

O autor das falas se encontra dentro de um ônibus no momento da gravação, junto com outros simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tinham como destino às manifestações desta terça-feira (7) em São Paulo. O assunto tem repercutido tanto na grande imprensa quanto nas redes sociais.

Oficialmente, contudo, a assessoria de imprensa afirma que o Grupo Jacto “não patrocinou o envio de manifestantes para os eventos de 7 de setembro”. Também informa que o código de conduta das empresas veda o apoio a candidatos ou partidos.

Por outro lado, Takashi Nishimura, ex-presidente da Jacto e fundador da Brudden, que também atua no setor agropecuário, confirmou em entrevista exclusiva ao Marília Notícia que foi ele quem bancou a ida de nove ônibus da região para São Paulo.

Em entrevista ao MN, o empresário Takashi Nishimura assumiu o financiamento em apoio aos atos pró-Bolsonaro (Foto: Divulgação/Arquivo)

O empresário, entretanto, deixou claro que o grupo empresarial do qual é acionista – mas diz não trabalhar mais – não teve nada a ver com o caso. Nishimura alega que agiu como pessoa física, sem vinculação com as empresas fundadas por sua família.

“Fui eu quem fiz, eu quem aluguei os ônibus”, afirma o empresário, que justifica seu envolvimento como “patriota” e “brasileiro”. De acordo com o ex-presidente, os ônibus saíram de cidades da região com destino a São Paulo. “Eu quem aluguei e paguei todos”, reforça.

Sobre a distribuição de R$ 100 para cada manifestante, Nishimura explica que boa parte das pessoas “não tinha muitos recursos, não sabia como faria para comer. Então, eu fiquei com pena e dei uma ajuda para eles, do meu bolso, da minha conta”.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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