A auxiliar de limpeza Regiane Cadina, moradora do bairro Nova Marília, zona sul da cidade, viveu momentos de desespero ao ser picada por um escorpião dentro de casa, enquanto dormia. O caso ilustra um problema crescente no município: os acidentes com o animal peçonhento aumentaram 62% em 2025.
“Eu estava dormindo quando senti a picada. Me levantei para ver o que tinha acontecido e o escorpião estava na minha cama. Já encontramos vários outros aqui em casa, inclusive meu netinho também já se deparou com escorpião”, contou Regiane.
O relato faz parte da realidade de muitos moradores de Marília. Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde mostram que, do início de 2025 até 6 de setembro, foram registrados 184 casos de acidentes com escorpiões. O número já supera o total de todo o ano passado, que terminou com 183 ocorrências.
A comparação com anos anteriores revela a gravidade do problema: foram 113 casos no mesmo período em 2024, 117 em 2023, 93 em 2022, 92 em 2021, 67 em 2020 e 81 em 2019.
FOCO DE INFESTAÇÃO
Moradores da zona sul afirmam que a infestação está relacionada a um terreno baldio ao lado da Escola Municipal de Educação Infantil Catavento, onde há acúmulo de entulho e sujeira.
OUTRO LADO
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os escorpiões têm o inverno, época de estiagem, como um período de reprodução, onde fêmeas produzem mais veneno para proteger seus filhotes. Eles buscam ambientes mais seguros em casas devido ao frio, aumentando a procriação.
“Cuidados como vedar frestas, manter ambientes limpos e eliminar acúmulos de lixo, entulhos e baratas são cruciais para evitar que eles se instalem e se reproduzam”, afirmou em nota.
A Prefeitura afirmou que muitos moradores estão despejando restos em terrenos nessa região, gerando o problema. Por isso, a Prefeitura já vem notificando os proprietários de terrenos para a devida limpeza imediata. Caso contrário, o serviço será feito pelo município com cobrança pelo trabalho, aplicando-se a multa de acordo com a legislação municipal.
“A área da Emei Cata-Vento, localizada no bairro Domingos de Léo, na zona Sul, está com a manutenção em ordem. O problema ocorre em terrenos particulares naquela região, por despejo de restos de material pelos moradores”, finalizou a Prefeitura.
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