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Essas 5 suculentas raras viraram febre entre colecionadores brasileiros

Elas parecem obras de arte esculpidas por mãos divinas. Não é exagero: as suculentas raras têm chamado atenção de quem ama plantas, principalmente por suas formas curiosas e cores nada convencionais. E o melhor? Mesmo com aparência exótica, muitas delas se adaptam perfeitamente ao cultivo doméstico. Conheça cinco dessas espécies que estão fazendo a cabeça (e as prateleiras) dos colecionadores brasileiros.

Essas 5 suculentas raras viraram febre entre colecionadores brasileiros

Suculentas que impressionam até os mais experientes

Algumas plantas têm o poder de hipnotizar quem as observa — e as suculentas raras fazem isso com louvor. Elas fogem do visual tradicional das crassulas e echeverias populares, oferecendo texturas, volumes e colorações dignas de exposição botânica.

Conophytum bilobum: a que parece um coração partido

Originária da África do Sul, essa miniatura chama atenção pelo formato bilobado, que lembra dois dedinhos ou um coração partido. Seu charme está nas flores alaranjadas que surgem no outono, geralmente maiores que a própria planta. Ela cresce bem em ambientes com bastante luz indireta, substrato bem drenado e regas espaçadas. No Brasil, é uma das mais difíceis de encontrar — o que a torna ainda mais desejada por colecionadores.

Haworthia cooperi: a joia translúcida

Imagine folhas pequenas, gordinhas e quase transparentes. A Haworthia cooperi tem exatamente essa estética — suas rosetas lembram bolhas de vidro recheadas de seiva. Bastante resistente, adora iluminação suave, substrato arenoso e pouquíssima água. Fica linda em vasos rasos de cerâmica e pode se multiplicar lentamente por mudas laterais.

Lithops: suculentas em formato de pedrinhas vivas

Quem vê pela primeira vez acha que são seixos decorativos — até a planta florescer e revelar sua identidade. Os lithops, conhecidos como “pedras vivas”, são especialistas em camuflagem. Cada exemplar tem padrões únicos nas folhas, o que instiga os colecionadores a buscarem variações. Apesar da aparência seca, são muito sensíveis ao excesso de água. Ideal mesmo é regar só quando enrugarem.

Ariocarpus fissuratus: o cacto com textura de couro

Essa suculenta da família dos cactos parece uma escultura fosca. Suas folhas em forma de estrela achatada têm textura enrugada, semelhante ao couro velho, e podem florescer em tons de rosa ou branco. Cresce muito lentamente — o que aumenta seu valor — e precisa de sol direto, calor e substrato extremamente mineral. É mais comum em coleções do Sudeste e do Centro-Oeste.

Echeveria cante: a rainha azul-prateada

Encerramos com uma das mais imponentes. A Echeveria cante tem folhas largas, cobertas por uma cera natural que dá aspecto aveludado e cor azul-prateada. Cada exemplar se parece com uma flor gigante. Ao contrário de outras echeverias, essa espécie exige mais cuidado: detesta água acumulada no miolo e prefere climas secos e quentes. Muitos colecionadores fazem estufas só para ela.

Por que essas suculentas são tão desejadas?

Além da beleza, o desejo por essas espécies vem do desafio. Muitas são lentas para crescer, exigem atenção aos detalhes e, em alguns casos, só se encontram com importadores especializados. O Brasil tem ganhado destaque nesse nicho: grupos de troca, feiras e viveiros especializados aumentaram nos últimos anos, e o valor de uma única planta rara pode ultrapassar R$ 500.

Dicas para começar sua coleção com segurança

Se você está começando, escolha uma ou duas espécies raras que se adaptem ao seu clima. Comece com a Haworthia cooperi ou a Echeveria cante, por exemplo. Evite exposição solar intensa no início, use substrato para cactos e suculentas (rico em areia e perlita), e monitore bem a rega — o erro mais comum é molhar demais.

Também vale seguir grupos de colecionadores nas redes sociais. Ali você aprende com os erros dos outros, identifica vendedores confiáveis e descobre quais plantas estão se popularizando — ou desaparecendo do mercado.

Ter uma suculenta rara em casa é mais do que um hobby: é cuidar de uma pequena preciosidade que, aos poucos, revela sua beleza única. A cada nova folha ou floração, você sente que está cultivando uma joia viva — e isso não tem preço.

Fabiano Souza

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