O médico dermatologista Paulo César Ramos, condenado recentemente em primeira instância pela Justiça de Marília por estelionato e formação de quadrilha no caso que ficou conhecido em 2008 como Operação Garra Rufa, continua exercendo normalmente sua profissão.
Ramos e outras nove pessoas foram acusadas de utilizar atestados falsos para conseguir liminares que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes e falsos pacientes ligados a uma ONG [saiba mais aqui]. Segundo o Ministério Público, a estimativa é que o golpe gerou um prejuízo de R$ 63 milhões para o governo do Estado de São Paulo.
Segundo o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), o médico passou por um processo ético no Conselho, que culminou com a suspensão de apenas 30 dias. Essa pena foi cumprida em 2014.
O dermatologista também atende pela rede municipal de saúde, mas a Prefeitura de Marília se recusou a comentar o caso.
A condenação revoltou e pegou de surpresa muitos marilienses. “Eu não consigo entender. O cara estuda por mais de 6 anos, se forma e começa a trabalhar em uma das profissões mais bem remuneradas do país, ganha uma grana muito boa e mesmo assim ainda rouba dinheiro dos outros”, disse o leitor Diego Rafael. Já Deise Silva ficou chocada: “Nossa, ele atende no postinho do Cascata. Nem imaginava”.
Paulo César Ramos foi condenado a 5 anos e 2 meses de prisão, mas deve responder o processo em liberdade.
Servidor público pode sofrer punições administrativas e responder criminalmente pelas denúncias.
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