Desde 2014, mais de 30000 artigos.
,/2018

Você conhece a doença de Rochelle, a vilã da novela Segundo Sol?

Coluna
18 de outubro de 2018

Personagem de novela terá síndrome de Guillain-Barré; auxílio da fisioterapia é imprescindível em várias fases da doença.

A vilã Rochelle, personagem de Giovanna Lancelotti na novela “Segundo Sol”, enfrentará nos próximos capítulos uma doença grave mas pouco conhecida do público: a síndrome de Guillain-Barré.

Você já ouviu falar? A doença não tem uma causa única estabelecida, mas basicamente é quando o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.

Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.

Fatores de risco

A síndrome pode afetar todos os grupos etários. Pessoas inseridas dentro de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos. Além disso, a síndrome pode ser desencadeada por:

-Infecção com a Campylobacter, um tipo de bactéria frequentemente encontrada em aves mal cozidas

-Vírus Influenza

-Vírus de Epstein-Barr

-HIV, o vírus da Aids

-Pneumonia

-Cirurgia

-Linfoma de Hodgkin

Os sintomas típicos da Síndrome de Guillain-Barré:

-Perda de reflexos em braços e pernas

-Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial

-Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia

-Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo

-Pode piorar em 24 a 72 horas

-Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça

-Pode começar nos braços e descer para as pernas

-Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça

-Dormência

-Alterações da sensibilidade

-Sensibilidade ou dor muscular (pode ser cãibra)

-Movimentos descoordenados

Palavra da atriz

Em entrevista ao programa Altas Horas, a atriz Giovanna Lancelotti ainda faz um alerta sobre a Síndrome de Guillan-Barré: “Não é uma doença que possa se prevenir, não se toma uma vacina, não é genético e nem hereditário. Qualquer um pode ter, em qualquer momento da vida. Então, tem que ficar esperto, ligado nos sinais, para que, quanto antes esse diagnóstico sair, mais rápida também seja a recuperação.”

Disgnóstico e como tratar

A Síndrome de Guillain-Barré pode ser difícil de diagnosticar em seus estágios iniciais. Muitas vezes é confundida com uma esclerose múltipla.

Após a confirmação com um médico e o início do tratamento através de remédios adequados, recomenda-se o auxílio da fisioterapia, imprescindível em várias fases da doença.

Muitos pacientes podem permanecer com alguma deficiência durante o tratamento hospitalar, sendo grau de déficit motor ou sensorial e problemas respiratórios.

Nesses casos, a fisioterapia atua inclusive como prevenção das complicações, que promovem uma deterioração rápida podendo levar até a falência respiratória e consequente óbito.

Fraqueza muscular, diminuição dos reflexos, sinais de diminuição da respiração, entre outros fatores que vêm com a síndrome, podem ser evitados com a fisioterapia (veja o vídeo abaixo).

Como encontrar um profissional

Assim como qualquer profissional, ele ou ela deve ser bastante capacitada e especializada. Antes de realizar a primeira consulta, procure por recomendações de pessoas próximas e de sites de confiança. Busque também pelo registro no Conselho Regional de Fisioterapia (CREFITO), que confirma as credenciais do profissional.

Procurar um fisioterapeuta na hora certa pode ser decisivo para a recuperação ou para se obter mais qualidade de vida.

***

Ana Carolina de Oliveira Gigek (Crefito 146787) é fisioterapeuta pós-graduada em Fisioterapia Hospitalar Geral Hospital Israelita Albert Einstein SP; pós-graduada em Cardiorrespiratório pela Unimar (Universidade de Marília-SP). Realiza atendimento clínico e home care. Especialidades: RPG; Uroginecologia; Neurologia (infantil e adulto); ATM; Distúrbios Vestibulares; Cardiorrespiratório (infantil e adulto). Telefones: 3454-9003 e 99787-8266.