Marília

Fim de contrato com Heineken afeta Femsa Marília

Funcionários da empresa em Marília estão apreensivos (Foto: Divulgação)

Funcionários da Coca-Cola Femsa Marília estão preocupados com a possibilidade de demissões após o anúncio de que a empresa, que opera em toda a América Latina, deixará de distribuir produtos da Heineken. A medida afeta a unidade local, que tem cerca de 600 funcionários, segundo números do ano passado.

A Coca-Cola Femsa tem sua sede no México e é a maior engarrafadora de Coca-Cola do Mundo. Na segunda-feira (24) a empresa anunciou que a Heineken, que possui participação na matriz, encerraria sua distribuição pela empresa a partir de 31 de outubro.

“Aqui na unidade de Marília mexemos muito com produtos da Heineken. Não sabemos como vai ficar depois de outubro. Sabemos que terão mudanças, mas ninguém fala nada para nós lá dentro”, disse um funcionário ouvido pela reportagem do Marília Notícia.

O presidente do Stiam (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Marília) Wilson Vidoto Manzon acredita que “não teremos nenhuma demissão em massa, nada disso”. Mas afirma que devem ser esperadas “adequações”.

“Torcemos para que os funcionários que lidam com produtos Heineken sejam remanejados para outras atividades, outros setores, para a distribuição de outros produtos. Mas não dá para saber realmente o impacto, não sabemos qual o percentual de produtos Heineken são distribuídos pela Femsa em Marília”, comenta o sindicalista.

Entenda

Informações da imprensa especializada dizem que as ações da Coca-Cola Femsa caíram 5,36 por cento na bolsa mexicana após o anúncio e o desempenho afetou toda a bolsa de valores no México.

Apesar da declaração oficial, comentários de executivos da Coca-Cola Femsa dão conta de que “ainda não está claro quando exatamente o contrato de distribuição com a Heineken será encerrado”.

A informação é de que a Heineken defende que um aviso prévio de seis meses – feito em abril oficialmente – seria suficiente para o encerramento do contrato. A Coca-Cola Femsa discordaria e estaria argumentando que o contrato deveria ser encerrado apenas em 2022.

Especialistas do mercado financeiro afirmam que se trata de um duro golpe contra a Femsa e estimam que a distribuição de cerveja representa cerca de 5% da receita da empresa no Brasil.

A Coca-Cola Femsa teve lucro líquido de R$123 milhões de dólares no segundo trimestre deste ano – crescimento de 25,5% nas receitas na comparação anual.

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Femsa para comentar o assunto. A informação é de que a resposta deve chegar até a semana que vem, já que é necessária autorização do departamento jurídico.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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