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Problemas respiratórios não devem ser desculpa para falta de atividade física

Coluna
24 de janeiro de 2022

Não é novidade que muitos pacientes com doenças respiratórias evitam praticar atividade física por receio do piora dos sintomas como tosse e a falta de ar.

Quem sofre com complicações respiratórias como rinite, asma e bronquite pode ter os sintomas aliviados com a prática de exercícios físicos, e as limitações provocadas por essas doenças não precisam ser um desestímulo aos exercícios.

Com a prática regular de atividade física, o organismo passa a respirar com mais facilidade em função do fortalecimento dos músculos responsáveis pelo processo de respiração.

Além dessa vantagem, a atividade física também aumenta a circulação sanguínea, diminui a pressão e fortalece o coração.

Sintomas como tosse e falta de ar podem desencadeados por esforço físico, mas isso não deve ser uma desculpa para não realizar atividades. Ao fazer algum tipo de atividade aeróbica três vezes por semana, como corrida, natação, ciclismo ou Crossfit, a pessoa fortalece a musculatura do tórax e das pernas, melhorando o condicionamento cardiorrespiratório e minimizando a sensação de falta de ar, que torna-se menos frequente.

O tratamento contínuo com medicamentos apropriados de prevenção melhora significativamente a função pulmonar dos pacientes e minimiza o risco de crises. Além disso, a prática de atividade física regular contribui para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

As doenças respiratórias, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia, atingem 20% da população, sendo a quarta maior causa de hospitalizações no Brasil.

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Arian Lima é profissional de Educação Física e coach level 1 da CrossFit