Desde 2014, mais de 65000 artigos.
,/2022

Ansiedade e depressão: como a atividade física auxilia no combate a essas doenças

Coluna
18 de outubro de 2021

O isolamento e a quarentena durante a pandemia da Covid-19 acabaram limitando a realização de atividade física e a interação social, consequentemente houve um grande impacto na saúde mental, com o aumento de episódios depressivos e importante piora em quadros de ansiedade.

Quando estamos muito ansiosos ou em um episódio depressivo, mesmo sabendo da importância, acabamos deixando a atividade física no final da fila das prioridades.

Transtornos ansiosos e depressivos são bastante comuns e pouco diagnosticados, e alguns sintomas podem ser um sinal de alerta de depressão, como:

  • perda dos prazeres;
  • redução de energia;
  • insônia (geralmente de manutenção);
  • sensação de tristeza sem nenhum motivo aparente;
  • irritabilidade;
  • ganho ou perda de peso significativo;
  • dificuldade de concentração;
  • pensamentos recorrentes de morte.

Os sintomas de transtorno de ansiedade generalizado podem ser:

  • preocupação excessiva, sofrimento excessivo em situações comuns do cotidiano;
  • inquietação ou sensação de estar com os “nervos a flor da pele”;
  • cansaço;
  • dificuldade de se concentrar;
  • irritabilidade;
  • tensão muscular;
  • insônia (geralmente inicial).

O exercício físico realizado de forma regular tem a capacidade de melhorar o humor e fazer com que o sentimento de tristeza e o estresse diminuam.

Isso ocorre porque, ao praticar atividade física, é liberada “endorfina”, conhecida popularmente como o hormônio da felicidade, que funciona como um analgésico natural, aliviando as tensões e regulando as emoções.

Outro benefício é que a prática regular de atividades físicas ajuda a tirar o foco dos problemas. Ao se exercitar, a pessoa esquece um pouco dos contratempos. E, após o exercício, a endorfina é liberada, quando a sensação de bem-estar chega e faz com que ela volte a pensar nos problemas de uma forma mais leve.

Pessoas que sofrem com essas doenças, muitas vezes, encaram a socialização como uma missão impossível. Mas, com a prática de exercícios, a probabilidade de interação social é aumentada, já que a pessoa irá se envolver com outros alunos, instrutor e outros.

Os exercícios escolhidos vão de acordo com o perfil da pessoa, assim como a frequência que serão realizados. É importante que cada um escolha uma atividade que goste ou que tenha interesse em aprender, pois assim a possibilidade da prática ser regular é ainda maior.

Sabemos que diagnósticos devem ser realizados por profissionais devidamente qualificados. Mesmo que você não tenha um transtorno estabelecido, a realização de atividade física regular irá auxiliar na redução dos sintomas.

Psiquiatra Elzio Oliveira Munhoz (de azul) foi coprodutor desta coluna (Foto: Divulgação)

***

Este artigo foi coproduzido com o psiquiatra Elzio Oliveira Munhoz.

Arian Lima é profissional de Educação Física e coach level 1 da CrossFit