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Cliente leva tiro dentro de casa noturna

Polícia
17 de junho de 2017

Polícia na porta da casa noturna Seo James (Foto: Jornal do Povo/Divulgação)

Um arquiteto de 33 anos ficou ferido após disparo de arma de fogo na madrugada deste sábado, na casa noturna Seo James, localizada na Avenida Sampaio Vidal em Marília.

Segundo relato de testemunhas, a confusão começou devido a desorganização em uma fila no local, onde algumas pessoas passaram a discutir. O arquiteto supostamente teria ofendido uma mulher que estava próxima da fila.

Uma policial militar que trabalha em São Paulo também estava na balada e interveio na briga. Ao perceber que a PM estava armada, o homem tentou tomar a pistola de sua cintura, momento em que ambos entraram em luta corporal.

A arma disparou e acertou o dedo de uma das mãos do arquiteto. Segundo o registro policial, a pólvora que saiu durante o disparo atingiu o rosto de um terceiro indivíduo, de 44 anos, que tentava separar a briga.

As vítimas foram socorridas por amigos ao Hospital das Clínicas de Marília, onde acabaram medicadas e liberadas.

Em nota ao Marília Notícia, a Polícia Militar esclareceu o ocorrido  na casa noturna Seo James.

“A Polícia Militar esclarece que o controle de entrada de pessoas (autoridades ou não) portando armas em locais privados é de competência da segurança da própria casa noturna. O policial militar que possui porte de arma é responsável pelo armamento de acordo com a legislação vigente no país, sendo certo que sempre a prudência deve prevalecer em casos como o relatado. No âmbito da administração, em primeira análise, a Instituição apurou que a policial militar em questão estava saindo de uma casa noturna quando ocorreu uma desinteligência entre frequentadores. A policial interveio e um indivíduo tentou subtrair a sua arma. Ela entrou em luta corporal com ele e ocorreu um disparo de arma de fogo que atingiu o dedo de um cliente. Socorrido por amigos ao Hospital das Clínicas de Marília, foi medicado e liberado. O indivíduo que tentou tomar a arma da PM fugiu. Caberá a Polícia Civil investigar, visto que a policial militar estava em seu horário de folga”, disse a PM.

De acordo com uma testemunha, que prefere não se identificar, o momento foi de pânico e total falta de segurança na casa noturna.

“A sorte é que foi pra cima [o disparo]. Nessa hora quase todo mundo saiu correndo para dentro. Umas pessoas tentaram se agachar. Foi um susto um tiro tão próximo de todos”, disse a testemunha.

O caso foi registrado como lesão corporal no plantão policial e é passível de processo contra a casa noturna por parte dos clientes.

Outro lado

A reportagem do MN chegou a ligar para o proprietário da casa noturna Seo James, Maycon Dal Evedove, para pedir educadamente uma nota ou comentário sobre o ocorrido.

Muito nervoso, Dal Evedove disse ao telefone que não “tem que dar ***** de explicações para ninguém”.

Ele finalizou a ligação com palavras de baixo calão ao repórter que tentava ouvir a versão do estabelecimento: “vai tomar no meio do seu **”.

Versão da vítima

O arquiteto de 33 anos procurou também o MN para dar sua versão sobre o caso. Confira abaixo na íntegra.

“Enquanto eu pagava no caixa, a policial se movimentava bastante entre a saída e a fila. Logo após eu ter pago, a policial e duas amigas estavam discutindo bastante com o segurança sobre a digital [procedimento que libera a saída da casa noturna].

No leitor da digital da saída, quando começou um empurra empurra, de alguma forma a policial achou que eu estivesse também brigando com ela. De repente a policial estava com a arma na mão bem na minha frente. Como até então eu desconhecia o fato dela ser policial, reagi em legítima defesa, na tentativa de sair da mira da arma. Foi quando ela atirou e lesionou meu dedo mínimo da mão direita. Neste momento tirei a arma da mão dela e fui agredido pelas amigas da policial.

De imediato chegou um rapaz que se identificou também como policial e solicitou a arma. Eu entreguei a ele.

Após isso fui encaminhado ao estacionamento por um segurança que também se feriu com o disparo.

Do estacionamento resolvi chamar a polícia”.